Auto-estima poderosa

Filmes de comédia adoram bater a cabeça de seus protagonistas para colocá-los em situações fantásticas. Em “Sexy por Acidente”, longa que estreia no dia 28 de junho, é a vez de Renee (Amy Schumer) levar um tombo e acordar transformada: ao invés da garota comum, de rosto redondo e vermelho que ela vê todos os dias, o espelho passa a refletir uma mulher perfeita, “inegavelmente bonita”, como ela sempre sonhou em ser.

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(Des)aprendendo a escrever

Escrevo desde criancinha e nunca dei muita bola pra isso. Simplesmente inventava histórias para as minhas bonecas, para os personagens que eu gostava da televisão, ou criava minhas próprias heroínas estranhas e as colocava no papel – fosse em forma de quadrinhos, anotações nos cantos dos desenhos ou, certa vez, num calhamaço de papel escrito à mão, com capa e tudo como num livro de verdade.

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De volta ao mundo dos dinossauros

Por mais que Hollywood diga o contrário, poucos filmes nascem com a vocação para se tornarem franquias. Desses poucos, os melhores provavelmente vieram da mente de Steven Spielberg. Nesta quinta (21), estreia oficialmente (depois de uma semana de pré-estreias) o quinto longa de sua famosa saga jurássica, “Jurassic World – Reino Ameaçado”. Um filme que vem provar, em meio a um mar de sequências desnecessárias, que um universo bem construído pode render décadas de terror, curiosidade, aventuras e dilemas morais que não estão nem perto de acabar.

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Pão e Circo

Toda Copa do Mundo é o mesmo drama: para cada dois ou três torcedores fanáticos, existe um protestando contra o “pão e circo” que é esse espetáculo midiático. Uma maquinação diabólica para que o povo, entretido, não perceba as opressões que se colocam sobre ele nesses e em todos os outros dias do ano.

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Superpoderes

Estava pensando em superpoderes. Não nos dos super-heróis, fantásticos e inúteis (a não ser que você esteja metido numa batalha contra as forças do mal), mas nos de gente nada heroica, desses poderes discretos que fazem a diferença na vida pacata de quem não gosta nem de brigar. Por exemplo: tem gente que é boa com pessoas e consegue tudo, só na lábia. Tem gente que cozinha bem, e isso já é meio caminho andado para uma vida feliz. E memória fotográfica então? Baita poder!

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14 anos depois, eles ainda são Incríveis

Vamos falar de perspectiva? Em 2004, a Pixar lançou nos cinemas um filme chamado “Os Incríveis”. Era uma animação diferente, que agradou tanto aos pais quanto aos filhos num tempo em que desenhos animados eram coisa de criança – e os adultos odiavam ter que acompanhá-las. É, o mundo já foi assim e você nem se lembrava.

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Oito mulheres e o mesmo segredo

No sábado passado, fui animadíssima ao cinema assistir à nova versão de “Onze Homens e Um Segredo”, o todo-feminino “Oito Mulheres e Um Segredo”. Digo “nova versão” porque, convenhamos, não é exatamente outra história, tampouco uma continuação… Mas é um filme de assalto com um elenco incrível e, no fim das contas, é isso que a gente quer ver. Então fui lá, feliz da vida, descobrir como a mulherada ia roubar o Met Gala (mesmo que, no fundo, eu soubesse que aquele desfile de vestidos comportados estava bem longe de ser o “Met Gala”).

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“Do Jeito Que Elas Querem” – ou aquele em que quatro senhoras leem Cinquenta Tons de Cinza

Hollywood vem tentando nos dizer há muitos anos que existe vida na terceira idade. Sexual, inclusive. E, na nova comédia que estreia no dia 14 de junho, “Do Jeito Que Elas Querem”, quatro mulheres nos seus sessenta-e-tantos anos vão descobrir isso da maneira mais curiosa possível: lendo a trilogia “Cinquenta Tons de Cinza”.

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Feminismos animados

Nos últimos dias, uma enxurrada de trailers inundou a internet, mas dois em particular me chamaram a atenção: “Wifi Ralph” e “Uma Aventura Lego 2”. Ambos sequência, ambos animados, ambos inspirados em brinquedos nostálgicos. E ambos tentando fazer um mea culpa gigantesco em tempos de #TimesUp.

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Crônica de quatro patas

Ela se enrola toda como um caracol e relaxa, empurrando de leve minha coxa e suspirando fundo antes de fechar os olhos. Passo os dedos por pelos longos e castanhos e, feito mágica, já me sinto melhor. É infalível. Brinco então com as orelhas, sempre despenteadas, e arrumo uma delas que tinha se virado ao contrário. É só eu me distrair um segundo que elas dão um jeito de virar ao contrário. Continuo o carinho enquanto encaro a tela em branco, ameaço escrever alguma coisa e sinto-a se remexer. Agora, exibe a barriga branca para que eu prossiga com o coça-coça, mas mantém a cabeça mais ou menos na mesma posição, retorcendo todo o corpinho peludo como se estivesse muito confortável. As patinhas estão dobradas, mais ou menos soltas no ar. A cena é ridícula e, ao mesmo tempo, deliciosa. Quero tirar uma foto.

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